Daqui a algumas semanas exibirei um sorriso metálico. Não será a primeira vez. Aos nove anos de idade, usei um monte de elásticos na boca pra dar um jeito nas minhas arcadas levemente desalinhadas. Aos quatorze, o tratamento ortodôntico terminou, mas parece que a "mordida cruzada" (nome esquisito esse) voltou e agora preciso corrigi-la de novo. O dentista avisa que vai levar uns dois anos até colocar tudo nos seus devidos lugares. Aguardemos.
Seguindo rumo à concretização do projeto involuntário de permanecer forever young, terminei meu curso no Ibeu. Sim, I do speak English. Já viu coisa mais teen do que aulinhas de inglês? Oh, céus!
Por ter ficado muito tempo lendo, falando, ouvindo e escrevendo em espanhol, senti que meu inglês estava capenga. Procurei o Ibeu porque existe uma filial a cinco minutos da minha casa. Mas o curso pra adultos ali é muito básico. A prova que fiz indicou o nível advanced, e tive que frequentar o curso regular. Resumo da ópera: meus colegas de turma tinham em média dezessete anos de idade. Fofo, não? Levei um tempo até me acostumar com a idéia. No fim das contas, foram dois semestres super proveitosos e divertidos. No último dia de aula, a professora comunica aos alunos que teríamos uma cerimônia de entrega de diplomas no Hotel Glória. Como? Não tenho mais idade pra isso. Ser chamada pelo nome, caminhar até o palco do auditório e agradecer? Pensei no mico federal e quase desisti da formatura. Mas correu tudo bem. Minha irmã e minha sobrinha Andréa estiveram presentes, tiraram fotos e não paguei mico nenhum.