Não sei se encerro as atividades do blog com este post. Acho que direi um até breve, um hasta luego. Melhor assim. A quem interessar possa, estou me divertindo a valer com um novo brinquedo. Por enquanto aprendo os comandos, testo as possiblidades e encaro o desafio dos 140 caracteres.
Qual deles tem mais cara de pastel? Difícil responder.
Não acredito que o Rio de Janeiro vai ser governado nos próximos anos por essa dupla de aproveitadores. 55 mil votos de diferença. Esse número não me sai da cabeça.
Já escrevi isso aqui um trilhão de vezes, mas não custa repetir: adoro eleição. Amanhã, com imensa alegria, votarei no melhor candidato a prefeito - Fernando Gabeira. Melhor porque é um homem culto, inteligente, um ser pensante num meio onde reina a mediocridade. Chega de gente tacanha, corrupta e espertalhona na prefeitura. Eu não aguento mais as mesmas caras.
Sí, soy yo. Tinha desistido de postar, mas resolvi romper meu silêncio bloguístico pra deixar registrado que torço pra NET falir. Assim, tal como Fênix, possa renascer das cinzas e se transformar numa empresa séria. Estou há 9 dias sem sinal da tv a cabo e ninguém sabe explicar o que está acontecendo. Liguei trocentas vezes pro 0800 (sim, meus amigos, o mundo dos nets tem 0800 apesar de não divulgar) e os atendentes só sabem pedir o código do assinante, o número do meu CPF e fazer o teste do decodificador (a tv está sintonizada no canal 3? o cabo está bem conectado ao televisor? desligue o decodificador, torne a ligá-lo, por gentileza). É de enlouquecer. Ah, e marcam visitas técnicas. Inúmeras. Só que o técnico não aparece. Se você reclama, o atendente diz que a visita foi cancelada. E por que foi cancelada? Não saberíamos estar informando, senhora.
Semana retrasada, o sinal se escafedeu por 24 horas. Voltou e uma semana mais tarde a história se repete. Quarta-feira à noite, surge das trevas um funcionário da empresa com a maleta na mão. Diz que vai fazer o teste do decodificador. Logo verifica que o dito cujo vai muito bem, obrigado. O problema deve ser com o sinal externo, avalia ele. Mas o aparelho que mede o tamanho da incompetência da NET está com outro funcionário. Aguardamos a chegada do outro funcionário e bingo! Não existe sinal. Ele me promete urgência na resolução do problema e se despede educadamente. Dois dias se passaram e continuo sem tv. Faço mais uma ligação telefônica para a empresa. O rapaz que me atende pede o código do assinante, o número do meu CPF, diz que vai iniciar o teste ...
Resumo da ópera: sou praticamente uma futura ex-assinante e irei até onde for preciso para ter o dinheiro dos dias sem serviço devolvido.
Se você também está à beira de um ataque de nervos por causa da NET, experimente cancelar a assinatura pelos telefones:
0800 - 721 - 0029
0800 - 701 - 0358
Ouvidoria: das 9 às 18 horas, de segunda à sexta.
0800 -701-0180
Boa sorte!
Update
Fiquei 13 dias sem sinal da tv. Depois de algumas visitas técnicas de funcionários perdidos e desinformados, tudo voltou ao normal. Recomendo o contato com a Ouvidoria. Os atendentes são educadíssimos e não parecem robôs programados.
Estava agora a pouco na cozinha preparando o jantar e senti falta de uma trilha sonora. Pensei em Paula Toller, Edu Lobo, Architecture in Helsinki. Não encontro nenhum desses na estante. Aonde estão os benditos, mein Got? Bato o olho em Rattle and Hum, do U2. Beleza. Vou colocar Angel of Harlem e, enquanto o som rola na caixa, descasco as batatas pra acompanhar o salmão. Calculo mal o número da faixa e eis que entra a canção anterior Pride, sobre o assassinato de Martin Luther King. Tudo bem. Essa também é bacaninha. A letra fala em April four. Ué, que dia é hoje? Quatro de abril.
Quase entendo a razão da minha falta de ar.
Ao escolher palavras com que narrar minha angústia, eu já respiro melhor.
A uns, Deus os quer doentes.
A outros, quer escrevendo.
Trecho de Ex-voto, de Adélia Prado. Se quiser ouvir o poema completo, clique aqui.
A imagem que ilustra o post é do fotógrafo e artista plástico polonês, radicado nos EUA, Witold Riedel.
Desde o ano passado que eu andava à procura de um bom médico homeopata. Falava com um, falava com outro e nada. Até que uma amiga me recomendou o Dr. Hélio Holperin. "O homem é super competente, tenho certeza de que você vai gostar dele", afirmou. Marquei uma consulta para o início de janeiro e desde então tenho feito também sessões regulares de acumpuntura.
E não é que o cara é bom mesmo? Conseguiu me convencer a mudar alguns dos meus hábitos alimentares. Nada radical, nada obrigatório, somente sugestões de cardápio baseadas em ensinamentos da medicina chinesa.
Já tive outros médicos homeopatas antes e todos batiam na tecla da necessidade de se alimentar corretamente para se ter a saúde em dia. Aquele blá-blá-blá que todo mundo ouve falar. Alguns desses profissionais eram um tantinho radicais e o que consideravam alimentação saudável, pra mim era purgante. Acho que consegui encontrar um meio-termo nessa história. Vou ter que reduzir a ingestão de algumas frutas – melancia, melão, pera e manga – e abolir o açúcar industrializado. Não que eu fosse uma açucólatra de carteirinha (estou muito longe disso), mas esse alimento (ou doce veneno) tem um efeito devastador no meu organismo. Ele me mostrou por a + b que não tem sentido tomar a medicação e marcar sessões de agulhinhas se eu desperdiçar os benefícios adquiridos comendo o que não me faz bem.
Como se não bastasse ser um excelente profissional, Dr. Hélio é o atual presidente da Médicos Solidários, associação que desenvolve um trabalho visando reduzir a desigualdade social nos tratamentos de saúde no Estado. Gente boa.
Cacau em pó ao invés do açucarado Nescau e o cereal Quinua
Não há como negar que o blog andou abandonado. O post anterior é de 13 de outubro de 2007! Oh céus! Cheguei a conclusão que escrever posts é questão de hábito. A gente se acostuma a partilhar o dia-a-dia, comentar flimes ou livros, contar as viagens que fez, mostrar as fotos que tirou. Quando interrompemos essa atividade por um tempo, perdemos o jeito. Mãos à obra, criatura!
Em fevereiro do ano passado, minha sobrinha Andréa perguntou se podia morar comigo. Ela queria fazer curso pré-vestibular aqui no Rio. Respondi que sim, claro, ficaria muito feliz em tê-la aqui em casa, etc. Um ano se passou e os resultados começam a ser divulgados. O nome dela está lá, na lista dos aprovados. Odontologia na UFF e na UFRJ, muito bem colocada nas duas universidades. Era o segundo vestibular dela, atravessou o ano preocupada, um pouco ansiosa, mas deu a volta por cima. Foi ela quem fez as provas, assistiu às aulas e suou a camisa, mas tenho a sensação de que passei de novo nessa maratona inglória. Vocês sabem que não basta ser tia, tem que participar, tirar dúvidas, comprar livros, incentivar, corrigir eventuais erros nas redações, estar disponível. Ela ficou muito feliz com a aprovação e eu mais ainda.
Vivi também a experiência de acompanhar vestibulanda com a minha sobrinha mais velha, Isabela, em 2004. Mas como ela não morou na mesma casa que eu, a responsabilidade foi menor. Tive os mesmos cuidados, as mesmas preocupações, mas não os mesmos compromissos - café da manhã, almoço e jantar servidos em horários compatíveis com a rotina de uma estudante, por exemplo. A propósito, as duas irmãs serão colegas de universidade. Isabela estuda Farmácia na UFF. Bacaninha, né?
Andréa, meu irmão Fernando e Isabela, em Macaé, onde ele mora e trabalha.
Faz calor durante o dia, mas como ainda não é verão o entardecer é sempre fresquinho, acompanhado de uma brisa. Resolvi entonces fazer minhas caminhadas nesse horário. A de ontem foi super leve, quase um passeio.
O encontro dos bondinhos visto da Pista Claudio Coutinho, na Urca
Sim, estive na Urca again. Em breve, penso que farei por merecer o título de visitante honorária do bairro
Daqui a algumas semanas exibirei um sorriso metálico. Não será a primeira vez. Aos nove anos de idade, usei um monte de elásticos na boca pra dar um jeito nas minhas arcadas levemente desalinhadas. Aos quatorze, o tratamento ortodôntico terminou, mas parece que a "mordida cruzada" (nome esquisito esse) voltou e agora preciso corrigi-la de novo. O dentista avisa que vai levar uns dois anos até colocar tudo nos seus devidos lugares. Aguardemos.
Seguindo rumo à concretização do projeto involuntário de permanecer forever young, terminei meu curso no Ibeu. Sim, I do speak English. Já viu coisa mais teen do que aulinhas de inglês? Oh, céus!
Por ter ficado muito tempo lendo, falando, ouvindo e escrevendo em espanhol, senti que meu inglês estava capenga. Procurei o Ibeu porque existe uma filial a cinco minutos da minha casa. Mas o curso pra adultos ali é muito básico. A prova que fiz indicou o nível advanced, e tive que frequentar o curso regular. Resumo da ópera: meus colegas de turma tinham em média dezessete anos de idade. Fofo, não? Levei um tempo até me acostumar com a idéia. No fim das contas, foram dois semestres super proveitosos e divertidos. No último dia de aula, a professora comunica aos alunos que teríamos uma cerimônia de entrega de diplomas no Hotel Glória. Como? Não tenho mais idade pra isso. Ser chamada pelo nome, caminhar até o palco do auditório e agradecer? Pensei no mico federal e quase desisti da formatura. Mas correu tudo bem. Minha irmã e minha sobrinha Andréa estiveram presentes, tiraram fotos e não paguei mico nenhum.
Quinze dias grudada na telinha, acompanhando meus esportes favoritos e os nem tâo favoritos assim. Tinha brasileiro competindo? Lá estava eu de olho no lance. Se faço isso em época de Copa do Mundo, de Olimpíadas, imagina se não faria nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Amei. Amei. Amei.
A Força Nacional é onipresente. Foi convocada pra tornar a cidade de São Sebastião um lugar mais seguro e aprazível aos turistas durante o Pan. A gringolândia não iria entender nada se começasse a chover balas de fuzil em plena festa do esporte. Mas também exerce funções insólitas, tais como apartar brigas entre jogadores de handebol, dar uns cascudos em dirigentes e ex-atletas cubanos e brasileiros quando estes perdem a compostura.
Soldados da Força Nacional em momento cool na Arena Olímpica do Rio
Não se trata de uma simples coincidência. Em menos de dez meses, dois acidentes de grandes proporções na aviação brasileira. Recorde de mortes, confusão nos aeroportos, choque de aeronaves, greve dos controladores de vôo, descaso com os passageiros, despreparo das empresas, pistas de pouso obsoletas, omissão das autoridades tidas como competentes. Caramba, o que mais falta acontecer? É muita irresponsabilidade, né não? Nunca tive medo de andar de avião, mas agora a gente pensa duas vezes antes de marcar uma viagem.
Linda, linda, linda, linda! Pena que eu não tenha uma máquina profissional para poder transformar em imagens bacanas o que eu vi na cerimônia de abertura do Pan, no Maracanã. Esperava uma festa cafona, sem graça e tive a grata surpresa de me emocionar do início ao fim. Muitas fotos saíram tremidas de tanto que pulei, cantei, vibrei. Ali não tinha espaço pra pensar no melhor ângulo da câmera. Last, but not least, dei minha singela contribuição para o coro dos descontentes com o governo Lula.
Ao chegar em casa, ainda tive ânimo pra assistir à reprise da festa no Sportv, mas não existe comparação possível. Parecia outra cerimônia. As nuanças das cores, a vibração do público, a voz de 80 mil pessoas cantando juntas, o som poderoso dos ritmistas que deu taquicardia na gente sumiram quase que por completo na telinha.
As fotos tiradas de perto se salvaram da tremedeira geral e da pouca luz
Chegamos cedo pra evitar estresse, mas nem precisava porque estava tudo bem organizado
Essa é a entrada da delegação do Chile. A do Brasil eu fico devendo porque preferi aplaudir os atletas
Rosa Magalhães, carnaval, folclore, Villa-Lobos, Tom Jobim e Carlos Gomes, a mistura que deu muito certo
Li não sei onde que nessa data meio cabalística (07.07.07) deveríamos fazer alguma coisa diferente, que marcasse o dia nas nossas vidas. O meu sábado foi bastante especial. Minha irmã se inscreveu no trabalho e foi sorteada com dois ingressos para a inauguração da Arena Olímpica, em Jacarepaguá. Construída a toque de caixa para os Jogos Pan-Americanos, ela ainda precisa de alguns ajustes, mas impressiona pela dimensão das instalações e pelo cuidado nos acabamentos. Não preciso dizer que entrei definitivamente no clima do Pan. E por falar em clima, welcome to the Congo!
Estou completamente fora de forma. Do meu passado de atleta, acho que sobrou a recordação das corridas em volta do campo do Clube Flamengo, na Gávea, e olhe lá. Virei sedentária de carteirinha. Quando decidi visitar o Forte do Leme, não tinha a menor idéia que o ingresso dava direito a uma "caminhada ecológica". O que é isso? perguntei ao recruta. É uma caminhada de 25 minutos até o alto de um morro, de onde se vê a praia do Leme, a de Copacabana e otras cositas más. Portanto, quem fizer planos de conhecer esse recanto, prepare pernas, pulmões e siga em frente. Percebi, no entanto, que crianças e velhinhas desciam serenamente a ladeira de paralelepípedos e pensei comigo que, se elas chegaram até o cume, eu teria a obrigação moral de conseguir também. Fui me arrastando barranco acima, mas cheguei lá.
Chegando ao topo encontrei trocentas pessoas com câmeras a tiracolo. O lugar é point de fotógrafos